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quinta-feira, 31 de março de 2016

Sobre respeito e amor

Sempre vou levantar as bandeiras do respeito e amor ao próximo. A história dessa família é igual a todas as outras, com a base formada pelos responsáveis e os filhos. Sabe qual é a diferença que eu enxergo nelas? O respeito. 

Precisamos ser mais tolerantes, enxergar o outro e parar com a discriminação porque ele não pensa igual a você. 


E aqui, não estou falando de aceitar, concordar ou apoiar. Estou falando de respeito. 


RESPEITO: Ato ou efeito de respeitar-se.


Em tempos de desentendimentos, brigas, problemas, guerras, o amor tem que ser divulgado, trabalhado e usado diariamente. 


Mais amor, por favor!




Fonte: Correio Braziliense - Blog Carmela

A história de Mateus, Samuel e Felipe. E de suas duas mães

Uma conversa ininterrupta com Marília e Vanessa soa improvável. Os filhos não deixam. Samuel, Felipe e Mateus correm pela casa, tentam driblar o jantar, não querem escovar os dentes, não gostam da hora de dormir. Preferem brincar, assistir à televisão e entreter as visitas. Eventualmente, pulam nos colos das mães e pedem beijos. Como em qualquer outra família.
Casadas há 14 anos, as duas servidoras públicas ilustram a nova família brasileira, onde a diversidade e as diferenças são acolhidas. “Nos conhecemos na fila de um concerto de música clássica. Eu gostei dela de cara e peguei o contato de um amigo. Logo no dia seguinte, mandei e-mail para ele sugerindo um cinema e enfatizando que ela deveria ser convidada. Acabou que ele não foi, mas ela sim”, conta Marília Serra, concursada do Senado Federal.
Depois da sessão de Cidade de Deus, que ganhou ares românticos, algumas mensagens e conversas pelo telefone, Vanessa Bhering aceitou o convite para um jantar. Desde então, passaram a viver juntas, compartilhar o cotidiano e dividir sonhos. O maior deles era o crescimento da família. “Eu sempre fui louca para engravidar. Queria passar pela experiência da gestação. Marília também sempre quis constituir família”, comenta Vanessa, arquiteta, que também trabalha no Senado.
Foi ela a primeira a encarar a gravidez, depois de recorrerem a um banco de sêmen e escolherem um doador anônimo. Samuel nasceu em 2010, depois de uma cesárea. Pouco mais de um ano, foi a vez de Marília parir os gêmeos Felipe e Mateus, também por meio de uma cesárea. As crianças foram recebidas com amor e apoio dos familiares e amigos. Como em qualquer outra família.
Ainda assim, e como esperado, as crianças começam a demonstrar curiosidade quanto ao fato de terem duas mães. “As meninas não casam com meninos?”, perguntou o mais velho, um dia desses. Por meio de exemplos pessoais, casais de amigos e um diálogo aberto, elas começam desmistificar essas estruturas familiares engessadas e mostram a eles que a base da família deve ser o amor, e não gêneros. Na certidão de nascimento de Samuel, Felipe e Mateus constam o nome dos quatro avós. Os três recebem o mesmo sobrenome: Serra Bhering. E os três são registrados como filhos de Marília e Vanessa.
Preconceito e intolerância
“Nunca sofremos resistência ou tivemos o dedo apontado para nossa cara, mas sabemos que vivemos em uma bolha de tolerância. Uma exceção quando pensamos no panorama brasileiro, onde tantos apanham, são mortos, hostilizados, por conta da orientação sexual, pela vontade de também constituírem uma família”, observa Vanessa. Foi por conta desse desconforto que elas compreenderam que poderiam, de alguma forma, levantar esse debate como vozes proeminentes.
“Depois de assistir ao discurso de acolhimento de uma senadora na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara, propus uma audiência pública sobre a diversidade das famílias. A audiência aconteceu e, a partir dela, surgiu a ideia de criarmos uma entidade representativa. Assim foi fundada a Abrafh (Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas)”, relembra Marília, que trabalha como vice-presidente da instituição.
“Transmitimos uma mensagem de acolhimento. Oferecemos ajuda, consultoria jurídica e orientação. Não se trata de um grupo voltado somente para o público LGBT, mas aberto a todos que sejam do bem e defendam a família, seja como for”, complementa a servidora.
“Crianças felizes” 
A história de Marília e Vanessa (chamadas pelas crianças por “mamis” e “mamãe”) inspirou a cineasta brasiliense Daniella Cronenberger, que levou essa jornada para as telas. O filme Em defesa da família, selecionado para a mostra Short Film Corner, do Festival de Cannes, traz o dia a dia dessas mulheres e seus três filhos. As filmagens foram feitas no trabalho, na escola das crianças, na casa onde moram. “Na escola, as outras mães nos procuram para dizer o quanto estão contentes por terem esse exemplo na classe. São pequenas vitórias que nos motivam”, declara a arquiteta.
A própria Vanessa também se engajou e fez questão de levar o diálogo aos pequenos. Em breve, ela lança o livro infantil Uma pergunta muito esquisita, que conta a história do personagem Chico, criado por duas mães. “Escutamos muito: ‘Quem é a mãe de verdade?’. Foi justamente essa indagação que me levou a escrever”. No enredo, adaptado para o mundo infantil, os leitores irão esbarrar com a resposta: “Não há mãe de mentira”.
Na casa dos Serra Bhering, já passa das 20h e elas precisam colocar as crianças na cama. Mateus adormeceu no sofá. Felipe tenta se livrar da fantasia de super-homem e Samuel busca o pijama. Amanhã, tudo começa novamente. Acordar, almoçar, trabalhar, deixar as crianças na escola, buscá-las. “Você acredita que a correria é tanta que fui pegá-las no colégio e esqueci as mochilas? Ainda bem que não foi o oposto”, brincou Vanessa, ao se despedir.
O bom humor é a marca da família. “São crianças muito felizes. Educadas e muito atenciosas. Estão sempre rindo por aí e exibindo as mães”. E quem disse não foi nem Marília, nem Vanessa. Foi o porteiro do prédio. “Elas me chamam de Tio Bené”. E ele encheu a boca para falar das moradoras: “Quem quer respeito, respeita. E elas são assim. Por isso, são muito queridas por aqui. Não tem nada de diferente não. São duas mulheres trabalhadoras que vivem em virtude dos filhos”. E completou: “Como em qualquer outra família”.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Em propaganda para Dia dos Pais, Boticário celebra a atitude da adoção

Parabéns, Boticário. Mais uma vez mostrou o que é o amor e o sentido que esse sentimento merece atenção. Sem preconceitos, sem radicalismo, amor é o que importa!


Em propaganda para Dia dos Pais, Boticário celebra a atitude da adoção (Foto: Divulgação)
Matéria do G1

Filme dirigido por Heitor Dhalia faz delicada homenagem ao afeto paterno.
Marca gerou polêmica no Dia dos Namorados com casais gays.


O Boticário volta a apostar na delicadeza e na celebração do amor e do afeto em sua nova propaganda. Em sua homenagem para o Dia dos Pais, a marca decidiu celebrar a atitude da adoção de crianças órfãs.
Mas desta vez a fabricante de perfumes parece ter se esforçado para não dar margem a polêmicas como a criada após a campanha para o ultimo Dia dos Namorados com casais gays.
No novo filme, dirigido mais uma vez por Heitor Dhalia, as cenas acompanham o cotidiano de um menino que descreve o suposto dia de seu nascimento e emoção do seu pai quando ele nasceu.
"Eu nasci que nem todo mundo, chorando", diz a narração.
De início, parece um relato do passado. A criança aparece brincando na sala de aula, depois fazendo a mala e se despedindo dos colegas. Descobre-se então que o menino está de saída do orfanato para o primeiro encontro com o seu pai que o aguarda agachado, de braços abertos ao lado da mãe.
"Meu pai também chorou. Eu tenho muita sorte, sabe, porque eu sou uma das poucas pessoas que conseguem lembrar de tudo o que aconteceu no dia do próprio nascimento", completa a narração.
O comercial "Origem" termina com a mãe entregando uma caixa de presente com um perfume da marca e desejando feliz Dia dos Pais. Assista ao vídeo
"O Boticário foi buscar na origem da relação entre pai e filho, na expectativa do primeiro encontro, e nas referências que essa ligação representa para os filhos, a delicadeza para homenagear o afeto paterno", disse a empresa em comunicado.
A propaganda marca também o lançamento especial de O Boticário para a data, o Uomini Origem.
A propaganda estreia na TV aberta nesta sexta-feira (17).
A campanha conta ainda com anúncios impressos. Uma das imagens mostra o carinho entre pai e filha com uma foto que ilustra o rosto de um homem colado com uma menininha no colo. Outra peça mostra no detalhe a mão de um homem com uma mãozinha de bebê segurando o seu dedo mindinho.