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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cauã interpreta travesti em clipe

Mais uma vez o Cauã Reymond me surpeende, positivamente, com a interpretação e aceitação de um papel tão delicado.

Respeito e amor ao próximo sempre.

Fonte: Correio Braziliense


Ator global diz que a ideia é chamar a atenção para um assunto importante, que está em destaque, que é a intolerância: "As pessoas precisam aprender a respeitar as diferenças"


O autor Cauã Reymond novamente dá o que falar. Ele interpreta um travesti no clipe de “Your Armies”, novo single de Barbara Ohana, dirigido por Allexia Galvão e Daniel Rezende, indicado ao Oscar pela montagem de “Cidade de Deus”. No clipe, o galã travestido contracena com Julio Machado, em clima de dominação e vingança, com direito a aparição de Cauã de calcinha e sutiã em cenas de chega mais com outro homem.

De peruca loura, maquiado, Cauã impressiona nas cenas fortes . Em entrevista ao Jornal o Globo, ele contou: “Tentei transmitir delicadeza, porque é um assunto muito importante. Espero que a gente realmente consiga passar uma mensagem dessa luta contra a intolerância, porque infelizmente esse clipe está saindo num momento muito oportuno, o que só reforça a mensagem. As pessoas precisam aprender a respeitar as diferenças, independentemente da orientação sexual, religiosa, política. Precisamos respeitar o espaço alheio”. Confira o play.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Papa pede maior compreensão com famílias não tradicionais

Papa Francisco, em imagem de arquivo, durante cerimônia no Vaticano em 3 de março de 2015 (Foto: Max Rossi/ Reuters)
Papa Francisco, em imagem de arquivo, durante cerimônia no Vaticano em 3 de março de 2015 (Foto: Max Rossi/ Reuters)

Mais respeito, AMOR, acolhimento e menos discriminação.

Não precisamos gostar, aprovar, as escolhas das pessoas, apenas respeitar.

Papa Francisco mais uma vez mostra que o ser humano precisa aprender a olhar o próximo com compaixão e aceitar as diferenças.

As religiões foram criadas para nos aproximarmos, para buscarmos paz interior e conseguir passar isso pra frente. Quando tratamos o nosso próximo com preconceito e violência vamos contra esse bem-estar que procuramos na igreja, e aí ela perde o sentido. 

Fui criada na igreja católica, me identifico com muitas coisas, mas entendo que cada um deve ir aonde se sente bem. As igrejas, e falo de todas, têm esse papel de passar coisas boas e disseminar o respeito. 

Eu não gosto de azeitona, nem por isso recrimino quem gosta. Então, por favor, menos olhares tortos, repulsa e discriminação. Somos todos seres humanos e merecemos respeito!  

#MaisAmor


Matéria do G1

Documento 'A Alegria do Amor' representa mudança na doutrina católica. 
Pontífice pediu para igreja parar de 'atirar pedras'.

O Papa Francisco pediu mais compreensão com relação às famílias não tradicionais no documento “A Alegria do Amor”, que foi divulgado nesta sexta-feira (8). Ele pediu aos sacerdotes de todo o mundo aceitar gays e lésbicas, divorciados católicos e outras pessoas que vivem em o que a igreja consideradas situações "irregulares".
O texto, que tem 256 páginas, traz as conclusões de dois sínodos sobre a família e representa uma mudança na doutrina da igreja uma vez que reconhece as numerosas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver.
O pontífice diz que a igreja não deve continuar a fazer julgamentos e “atirar pedras” contra aqueles que não conseguem viver de acordo com ideais de casamento e vida familiar do Evangelho, destacou a Associated Press.
No entanto, o documento rejeita "os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônio", segundo a France Presse e a Reuters.
“Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar qualquer sinal de discriminação injusta e, particularmente, toda a forma de agressão e violência”, afirma o Papa no documento.
O Papa Francisco já tinha dado várias declarações que indicavam uma maior abertura. Em agosto do ano passado, ele já tinha pedido para que os fiéis divorciados fossem acolhidos e não tratados como excomungados.
O líder católico pediu à igreja que "valorize" as "uniões de fato" e reconheça os "sinais de amor" entre estes casais e que sejam "acolhidos e acompanhados com paciência e delicadeza", afirmou a France Presse.
O pontífice tem insistido em defender que a consciência individual deve ser o princípio orientador para os católicos para negociar as complexidades do casamento, da vida família e do sexo.
O Papa Francisco estende a mão aos divorciados que voltam a se casar na exortação apostólica e convida a igreja a "fazê-los sentir que são parte da Igreja" e recorda que "não estão excomungados", segundo a France Presse.
"Estas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que sintam-se discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidade", escreveu o Papa.

O documento "Amoris Laetitia", como é chamado em latim, é fruto de dois ciclos de consultas e de dois tensos sínodos realizados em outubro de 2014 e outubro de 2015 sobre a crise vivida pela família moderna.


quinta-feira, 31 de março de 2016

Sobre respeito e amor

Sempre vou levantar as bandeiras do respeito e amor ao próximo. A história dessa família é igual a todas as outras, com a base formada pelos responsáveis e os filhos. Sabe qual é a diferença que eu enxergo nelas? O respeito. 

Precisamos ser mais tolerantes, enxergar o outro e parar com a discriminação porque ele não pensa igual a você. 


E aqui, não estou falando de aceitar, concordar ou apoiar. Estou falando de respeito. 


RESPEITO: Ato ou efeito de respeitar-se.


Em tempos de desentendimentos, brigas, problemas, guerras, o amor tem que ser divulgado, trabalhado e usado diariamente. 


Mais amor, por favor!




Fonte: Correio Braziliense - Blog Carmela

A história de Mateus, Samuel e Felipe. E de suas duas mães

Uma conversa ininterrupta com Marília e Vanessa soa improvável. Os filhos não deixam. Samuel, Felipe e Mateus correm pela casa, tentam driblar o jantar, não querem escovar os dentes, não gostam da hora de dormir. Preferem brincar, assistir à televisão e entreter as visitas. Eventualmente, pulam nos colos das mães e pedem beijos. Como em qualquer outra família.
Casadas há 14 anos, as duas servidoras públicas ilustram a nova família brasileira, onde a diversidade e as diferenças são acolhidas. “Nos conhecemos na fila de um concerto de música clássica. Eu gostei dela de cara e peguei o contato de um amigo. Logo no dia seguinte, mandei e-mail para ele sugerindo um cinema e enfatizando que ela deveria ser convidada. Acabou que ele não foi, mas ela sim”, conta Marília Serra, concursada do Senado Federal.
Depois da sessão de Cidade de Deus, que ganhou ares românticos, algumas mensagens e conversas pelo telefone, Vanessa Bhering aceitou o convite para um jantar. Desde então, passaram a viver juntas, compartilhar o cotidiano e dividir sonhos. O maior deles era o crescimento da família. “Eu sempre fui louca para engravidar. Queria passar pela experiência da gestação. Marília também sempre quis constituir família”, comenta Vanessa, arquiteta, que também trabalha no Senado.
Foi ela a primeira a encarar a gravidez, depois de recorrerem a um banco de sêmen e escolherem um doador anônimo. Samuel nasceu em 2010, depois de uma cesárea. Pouco mais de um ano, foi a vez de Marília parir os gêmeos Felipe e Mateus, também por meio de uma cesárea. As crianças foram recebidas com amor e apoio dos familiares e amigos. Como em qualquer outra família.
Ainda assim, e como esperado, as crianças começam a demonstrar curiosidade quanto ao fato de terem duas mães. “As meninas não casam com meninos?”, perguntou o mais velho, um dia desses. Por meio de exemplos pessoais, casais de amigos e um diálogo aberto, elas começam desmistificar essas estruturas familiares engessadas e mostram a eles que a base da família deve ser o amor, e não gêneros. Na certidão de nascimento de Samuel, Felipe e Mateus constam o nome dos quatro avós. Os três recebem o mesmo sobrenome: Serra Bhering. E os três são registrados como filhos de Marília e Vanessa.
Preconceito e intolerância
“Nunca sofremos resistência ou tivemos o dedo apontado para nossa cara, mas sabemos que vivemos em uma bolha de tolerância. Uma exceção quando pensamos no panorama brasileiro, onde tantos apanham, são mortos, hostilizados, por conta da orientação sexual, pela vontade de também constituírem uma família”, observa Vanessa. Foi por conta desse desconforto que elas compreenderam que poderiam, de alguma forma, levantar esse debate como vozes proeminentes.
“Depois de assistir ao discurso de acolhimento de uma senadora na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara, propus uma audiência pública sobre a diversidade das famílias. A audiência aconteceu e, a partir dela, surgiu a ideia de criarmos uma entidade representativa. Assim foi fundada a Abrafh (Associação Brasileira de Famílias Homoafetivas)”, relembra Marília, que trabalha como vice-presidente da instituição.
“Transmitimos uma mensagem de acolhimento. Oferecemos ajuda, consultoria jurídica e orientação. Não se trata de um grupo voltado somente para o público LGBT, mas aberto a todos que sejam do bem e defendam a família, seja como for”, complementa a servidora.
“Crianças felizes” 
A história de Marília e Vanessa (chamadas pelas crianças por “mamis” e “mamãe”) inspirou a cineasta brasiliense Daniella Cronenberger, que levou essa jornada para as telas. O filme Em defesa da família, selecionado para a mostra Short Film Corner, do Festival de Cannes, traz o dia a dia dessas mulheres e seus três filhos. As filmagens foram feitas no trabalho, na escola das crianças, na casa onde moram. “Na escola, as outras mães nos procuram para dizer o quanto estão contentes por terem esse exemplo na classe. São pequenas vitórias que nos motivam”, declara a arquiteta.
A própria Vanessa também se engajou e fez questão de levar o diálogo aos pequenos. Em breve, ela lança o livro infantil Uma pergunta muito esquisita, que conta a história do personagem Chico, criado por duas mães. “Escutamos muito: ‘Quem é a mãe de verdade?’. Foi justamente essa indagação que me levou a escrever”. No enredo, adaptado para o mundo infantil, os leitores irão esbarrar com a resposta: “Não há mãe de mentira”.
Na casa dos Serra Bhering, já passa das 20h e elas precisam colocar as crianças na cama. Mateus adormeceu no sofá. Felipe tenta se livrar da fantasia de super-homem e Samuel busca o pijama. Amanhã, tudo começa novamente. Acordar, almoçar, trabalhar, deixar as crianças na escola, buscá-las. “Você acredita que a correria é tanta que fui pegá-las no colégio e esqueci as mochilas? Ainda bem que não foi o oposto”, brincou Vanessa, ao se despedir.
O bom humor é a marca da família. “São crianças muito felizes. Educadas e muito atenciosas. Estão sempre rindo por aí e exibindo as mães”. E quem disse não foi nem Marília, nem Vanessa. Foi o porteiro do prédio. “Elas me chamam de Tio Bené”. E ele encheu a boca para falar das moradoras: “Quem quer respeito, respeita. E elas são assim. Por isso, são muito queridas por aqui. Não tem nada de diferente não. São duas mulheres trabalhadoras que vivem em virtude dos filhos”. E completou: “Como em qualquer outra família”.