sexta-feira, 8 de abril de 2016

Papa pede maior compreensão com famílias não tradicionais

Papa Francisco, em imagem de arquivo, durante cerimônia no Vaticano em 3 de março de 2015 (Foto: Max Rossi/ Reuters)
Papa Francisco, em imagem de arquivo, durante cerimônia no Vaticano em 3 de março de 2015 (Foto: Max Rossi/ Reuters)

Mais respeito, AMOR, acolhimento e menos discriminação.

Não precisamos gostar, aprovar, as escolhas das pessoas, apenas respeitar.

Papa Francisco mais uma vez mostra que o ser humano precisa aprender a olhar o próximo com compaixão e aceitar as diferenças.

As religiões foram criadas para nos aproximarmos, para buscarmos paz interior e conseguir passar isso pra frente. Quando tratamos o nosso próximo com preconceito e violência vamos contra esse bem-estar que procuramos na igreja, e aí ela perde o sentido. 

Fui criada na igreja católica, me identifico com muitas coisas, mas entendo que cada um deve ir aonde se sente bem. As igrejas, e falo de todas, têm esse papel de passar coisas boas e disseminar o respeito. 

Eu não gosto de azeitona, nem por isso recrimino quem gosta. Então, por favor, menos olhares tortos, repulsa e discriminação. Somos todos seres humanos e merecemos respeito!  

#MaisAmor


Matéria do G1

Documento 'A Alegria do Amor' representa mudança na doutrina católica. 
Pontífice pediu para igreja parar de 'atirar pedras'.

O Papa Francisco pediu mais compreensão com relação às famílias não tradicionais no documento “A Alegria do Amor”, que foi divulgado nesta sexta-feira (8). Ele pediu aos sacerdotes de todo o mundo aceitar gays e lésbicas, divorciados católicos e outras pessoas que vivem em o que a igreja consideradas situações "irregulares".
O texto, que tem 256 páginas, traz as conclusões de dois sínodos sobre a família e representa uma mudança na doutrina da igreja uma vez que reconhece as numerosas razões pelas quais os casais, segundo o contexto social e cultural, decidem conviver.
O pontífice diz que a igreja não deve continuar a fazer julgamentos e “atirar pedras” contra aqueles que não conseguem viver de acordo com ideais de casamento e vida familiar do Evangelho, destacou a Associated Press.
No entanto, o documento rejeita "os projetos de equiparação das uniões entre pessoas homossexuais com o matrimônio", segundo a France Presse e a Reuters.
“Desejo, antes de mais nada, reafirmar que cada pessoa, independentemente da própria orientação sexual, deve ser respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito, procurando evitar qualquer sinal de discriminação injusta e, particularmente, toda a forma de agressão e violência”, afirma o Papa no documento.
O Papa Francisco já tinha dado várias declarações que indicavam uma maior abertura. Em agosto do ano passado, ele já tinha pedido para que os fiéis divorciados fossem acolhidos e não tratados como excomungados.
O líder católico pediu à igreja que "valorize" as "uniões de fato" e reconheça os "sinais de amor" entre estes casais e que sejam "acolhidos e acompanhados com paciência e delicadeza", afirmou a France Presse.
O pontífice tem insistido em defender que a consciência individual deve ser o princípio orientador para os católicos para negociar as complexidades do casamento, da vida família e do sexo.
O Papa Francisco estende a mão aos divorciados que voltam a se casar na exortação apostólica e convida a igreja a "fazê-los sentir que são parte da Igreja" e recorda que "não estão excomungados", segundo a France Presse.
"Estas situações exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que faça com que sintam-se discriminados, promovendo sua participação na vida da comunidade", escreveu o Papa.

O documento "Amoris Laetitia", como é chamado em latim, é fruto de dois ciclos de consultas e de dois tensos sínodos realizados em outubro de 2014 e outubro de 2015 sobre a crise vivida pela família moderna.


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