Recomendo uma visita ao Tempo, o lugar é encantador.
Matéria do G1
Decreto protege toda a área; para monge, status significa 'coroamento'.
Em 2013, budistas e apoiadores fizeram abaixo-assinado pela preservação.
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| Sino Bonshô e Campanário do Templo Budista de Brasília, na Asa Sul (Foto: Vianey Bentes/TV Globo) |
"Patrimônio histórico não é só para olhar o passado, mas para ver o passado do templo como um marco para o futuro. Patrimônio não é só o acúmulo de bens, mas o acúmulo cultural. Acho que esse tempo representa bem o espírito dos pioneiros. Do Juscelino, do Niemeyer, do Lúcio Costa e dos japoneses que receberam esse terreno no Plano Piloto", afirma o monge Sato, responsável pela gestão do espaço.
Para Sato, o ato de preservação do templo representa um "coroamento" e uma "confirmação" de responsabilidade". A expectativa de um número cada vez maior de visitantes é vista pelo budista com uma mistura de alegria e preocupação.
"Até um tempo atrás, o templo era fechado à comunidade. Só abria em ocasiões especiais como a quermesse, que reúne até 50 mil pessoas em agosto. Mas, como o budismo é universal, estamos nos abrindo e esperando que a comunidade de Brasília entenda como um bem que também pertence a eles", declara Sato.
Em 2013, o templo completou 40 anos. Desde o ano passado, os praticantes do budismo no DF organizaram um abaixo-assinado virtual para pleitear o tombamento da área e evitar o interesse de investidores. Segundo o site do templo, o manifesto tinha recebido apoio de 1.107 pessoas até esta segunda (22).
Programação
A quermesse citada pelo monge Sato acontece sempre nos finais de semana de agosto, e é chamada carinhosamente de "Festa do Buda". Segundo os organizadores, a celebração é baseada na tradicional festa budista Urabon e homenageia os antepassados com danças e comidas típicas.
A quermesse citada pelo monge Sato acontece sempre nos finais de semana de agosto, e é chamada carinhosamente de "Festa do Buda". Segundo os organizadores, a celebração é baseada na tradicional festa budista Urabon e homenageia os antepassados com danças e comidas típicas.
No dia a dia, o Templo Budista tem atividades como ioga, aikido, karatê e tai-chi-chuan. Os cursos de budismo são ministrados às terças e quintas, às 7h. No sábado e no domingo, às 9h, os frequentadores podem participar de ofícios de meditação.
Na próxima semana, a comunidade budista poderá presenciar outra cerimônia tradicional: as 108 badaladas do Ano Novo, a partir das 22h do dia 31 de dezembro. Segundo Sato, os toques do sino significam a renovação das esperanças, "levando em conta o passado, o presente e o futuro, a consciência de si próprio e as circunstâncias do aqui e agora".

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