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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Em Brasília, edição do Anima Mundi terá 30 filmes, a partir de hoje

Anima Mundi em Brasília a partir de hoje!



Fonte: Correio Braziliense

Na 24ª festa da animação, a capital recebe versão itinerante exibida na Caixa Cultural

Esqueça a ideia de que só crianças gostam de animação e prepare-se para assistir a filmes feitos das maneiras mais improváveis (usando macarrão, por exemplo). Isso porque o principal evento da animação brasileira chega a Brasília hoje. Na 24ª edição, o Festival Internacional de Animação do Brasil (Anima Mundi), que existe desde 1993 no Rio de Janeiro, traz sua versão itinerante para a Caixa Cultural e permanece até domingo na cidade.

Apontado por grande parte dos animadores brasileiros como um dos principais motivos para o crescimento do mercado de animação no Brasil, o Anima Mundi exibe em Brasília 30 filmes que se destacaram nas últimas edições completas do Festival, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, oficinas de Stop Motion fazem parte da programação do evento.

“A animação tem tanta diversidade, tantos formatos diferentes... Com essa proposta, as pessoas estão tendo a possibilidade de conhecer muito mais”, acredita o diretor e curador do Anima Mundi, Marco Magalhães. “O festival é muito importante porque é uma seleção que já tem curadoria, que junta diferentes filmes e mostra o que está acontecendo no mercado brasileiro”, completa.

A seleção dos filmes se pautou na representatividade que alcançaram tanto no Anima Mundi quanto em outros festivais mundo afora, conta Magalhães. “Pensamos em tema, técnica, diversidade, são produções bem diferentes, é uma mostra bem ampla”, comenta. O curador destaca algumas, entre as trinta produções, para quem tiver dúvidas sobre o que escolher para assistir. “A história de um urso, filme chileno que ganhou Oscar de melhor curta de animação. Guida, da Rosana Urbes, que é um filme muito vitorioso em festivais. Noodle fish, filme feito com macarrão, da Coreia do Sul, bem interessante em termos de técnica”, indica o diretor.

Anima Mundi - Mostra itinerante de animação
De hoje a domingo. Sessão de abertura hoje às 19h30. Nos outros dias, sessões sempre às 15h, 17h e 19h30. Centro Cultural da Caixa (SBS, quadra 4, lotes 3/4). Entrada gratuita.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Obras de Frida Kahlo ganham exposição na capital federal

Frida chegou!

O retrato de uma Frida Kahlo feliz e com elementos que representam a vida foi escolhido para abrir a exposição
Fonte: Correio Braziliense

Mostra traz a Brasília obras da estrela mexicana e propõe um diálogo com mulheres surrealistas do círculo da artista

Dentre as muitas facetas de Frida Kahlo, a de aglutinadora de talentos foi uma das mais notáveis. Em torno dessa mulherzinha combativa, pintora dos autorretratos que fascinam o mundo até hoje e dona de personalidade peculiar se aglutinou uma cena feminista que reuniu as mulheres mais importantes do surrealismo. E as únicas organizadas em grupo. É a história da formação desse núcleo que a curadora Teresa Arcq conta em Frida Kahlo — conexões entre mulheres surrealistas no México, que inaugura nesta terça (12/4) na Caixa Cultural.

Em 136 obras de 14 artistas, todas emprestadas de coleções públicas e privadas do México e dos Estados Unidos, a exposição narra como esse grupo formado por nomes como Remedios Varo, Maria Izquierdo, Rosa Rolanda, Alice Rahon, Lola Álvarez Bravo, Leonora Carrington, Kati Horna, Jacqueline Lamba e outras, além de Frida, produziu uma obra profundamente conectada com a própria condição feminina em tempos de extremo domínio masculino.

A cena artística do México dos anos 1930 e 1940 era dominada por homens. Os muralistas viviam seu melhor período e decidiam quem iria expor ou não até que Inês Amor, uma moça de família culta e espírito empreendedor, montou uma galeria e começou a expor Frida e suas amigas. "Elas eram amigas e tinham o papel importante de promover as próprias mulheres", explica Teresa. "A cena artística do México naquela época era dominada pelos homens, principalmente os pintores muralistas, que estavam encarregados de remodelar a identidade mexicana após a revolução. As mulheres não tinham permissão para participar.

Algumas dessas mulheres, como Maria Izquierdo, Lola Alvarez Bravo e Cordelia Urueta, eram mexicanas, mas boa parte delas, caso de Alice Rahon, Leonora Carrington e Remedios Varo emigraram da Europa para fugir da guerra. Algumas conheceram Frida em Paris, nos anos 1930, quando o surrealista André Breton tomou as rédeas da carreira internacional da artista e resolveu apresentá-la à Europa. Foi ele quem, em 1938, descreveu o México como o país mais surrealista do mundo e colou em Frida o rótulo do movimento. A artista rejeitava a classificação, mas abraçava o grupo.

Serviço
Frida Kahlo — Conexões entre mulheres surrealistas no México
Abertura nesta terça (12/4), às 19h, para convidados. Visitação até 5 de junho, de terça a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural (Setor Bancário Sul). Entrada franca mediante retirada de senha e agendamento no site frida.ingresse.com