Já estava com saudades do Tim Burton, do seu toque de humor, sarcasmo, encanto e viagem. Em Big Eyes, a história da pintora Margaret Keane, conhecida mundialmente por suas pinturas de crianças sempre com olhos grandes, Tim Burton conseguiu dar um toque de humor no drama vivido pela pintora. Os olhos grandes pintados das crianças, ganham vida em uma determinada fase do filme e compõe toda a história real.
O filme retrata a dificuldade enfrentada por Margaret ao se divorciar do marido nos anos 50 e o recomeço em busca de reconhecimento por suas pinturas. Na mudança de cidade ela conhece o também pintor Walter Keane e a amizade logo se transforma em casamento. Nos anos seguintes, o amor dá lugar a negócios, vendas de pinturas, galerias e uma batalha na justiça para que Margaret tenha direito sobre "suas crianças de olhos grandes".
O longa é lindo, as partes cômicas arrancam boas risadas e a doçura de Margaret conquista. Super recomendo. E que venha o Oscar!!!
Sinopse do site Adoro Cinema
O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.
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| TIM BURTON É GRANDE ADMIRADOR DAS OBRAS DE MARGARET KEANE (FOTO: DIVULGAÇÃO) |
Mesmo sendo apontado pelos críticos como um filme ‘menor’ de Burton, e ainda que alguns não vejam as características do diretor na trama, está tudo lá: o bom gosto pelos figurinos (a história se passa nos anos 1960); a trilha sonora que ‘conversa’ com as cenas (Lana Del Rey compôs a canção título especialmente para o filme); e as referências exóticas, como os momentos em que Margaret vê as pessoas com olhar desfigurado. A própria história em si tem aquilo que se espera de Burton: um certo ar de esquisitice naquelas figuras de olhos gigantes e assustadores.
O cineasta afirmou em diversas entrevistas que sua paixão pelo trabalho de Margaret Keane vinha desde criança. “Cresci vendo as pinturas onipresentes penduradas em salas de estar das pessoas e em consultórios médicos no subúrbio de Los Angeles. Havia algo sobre eles que eu achava interessante e perturbador. Eles me deixavam gelados. Mas, assim como todo mundo, eu acreditava que Walter era o autor daquelas imagens. Foi um choque quando se espalhou a notícia de que era Margaret quem pintava”, disse ao Nottingham Post.
Sua admiração pelas pinturas era tanta que, já adulto, encomendou alguns quadros a Margaret. Quando descobriu que os roteiristas Scott Alexander e Larry Karaszewski (com quem trabalhou em Ed Wood) escreviam um roteiro sobre a artista, ele entrou no projeto como produtor e diretor. Margaret Keane, inclusive, só deu o aval para o longa depois que Burton assumiu a direção.
Esnobado pelo Oscar – nem mesmo a atriz Amy Adams, vencedora do Globo de Ouro na categoria comédia/musical (ainda que o filme seja um drama), conseguiu indicação – Grandes Olhos não vai decepcionar os fãs de Tim Burton. É um filme menos megalomaníaco do que o diretor andava fazendo, mas mostra que toda a fascinação pelo inusitado continua viva em sua obra.



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